quinta-feira, 9 de julho de 2009

Páginas históricas da Bíblia disponíveis na internet

Aproximadamente 800 páginas da mais antiga Bíblia foram recuperadas e colocadas na Internet. Ao visitar o site é possível ver imagens de mais de metade do manuscrito do Codex Sinaiticus, que tem mais de 1.600 anos e é escrito em grego em pergaminhos. Scot McKendrick, chefe de estudos de manuscritos ocidentais da Biblioteca Britânica, de Londres, Inglaterra, afirma que a disponibilidade do documento já ajudou várias pesquisas. “O Codex Sinaiticus é um dos maiores tesouros escritos do mundo”, diz McKendrick. De acordo com o pesquisador, o manuscrito oferece uma amostra do desenvolvimento do cristianismo e evidências de como o texto da Bíblia era transmitido de geração em geração.

“A disponibilidade do manuscrito virtualmente para o estudo por pessoas por todo o mundo cria oportunidades para pesquisas colaborativas que não seriam possíveis há alguns anos”, afirma. A versão original dos textos está em um livro de 1.460 páginas de 40 por 35 centímetros.

A Biblioteca Britânica está lançando a versão online do texto com uma exposição que mostra vários itens e artefatos ligados ao documento. O Codex Sinaiticus foi encontrado em 1844 em um monastério em Sinai, no Egito. Depois disso, ele foi dividido entre o Egito, a Rússia, a Alemanha e o Reino Unido. Acredita-se que o documento sobreviveu em boas condições porque o ar do deserto era ideal para a preservação, e que o monastério foi deixado intocado.

As páginas podem ser encontradas em www.codexsinaiticus.org

(BBC)

Nota: Os Manuscritos do Mar Morto provaram que a mensagem do Livro Sagrado permaneceu intacta ao longo dos séculos, por isso leiam também: "Bíblia é historicamente confiável?"; "Os manuscritos do Mar Morto" e "Quem escreveu os Manuscritos do Mar Morto?"

A Bíblia é historicamente confiável?

Um agnóstico afirmou que a historiografia moderna não aceita a Bíblia como fonte histórica confiável, ou seja, que as Escrituras não recebem o endosso da História. Ele cita certos fatos sobrenaturais, narrados na Palavra de Deus, como a destruição de Sodoma e Gomorra, as pragas do Egito, a destruição de Jericó, e outros eventos miraculosos, como meras lendas. Eu pergunto: Qual a real posição da moderna historiografia em relação à Bíblia? Há indícios arqueológicos para os acontecimentos acima mencionados? – F.

A aceitação ou não da veracidade bíblica vai depender do paradigma que a pessoa adota. Se a pessoa está disposta a crer, verá evidências da confiabilidade bíblica; por outro lado, se a pessoa parte do pressuposto de que a Bíblia é uma coleção de fábulas, interpretará os fatos sob essa ótica. Na verdade, não há perigo na dúvida, desde que se esteja disposto a acreditar.

Muitos achados arqueológicos confirmaram e têm confirmado a parte histórica das Escrituras, e há muitos bons livros sobre esse assunto. Devido ao espaço, seria quase impossível mencionar aqui todas as descobertas arqueológicas que têm confirmado a inerrância bíblica. Por isso, limito-me a analisar alguns achados que confirmam relatos bíblicos.

O rei Davi – Escavações arqueológicas nas ruínas da antiga cidade israelita de Dã, na alta Galiléia, em 1993, revelaram um achado impressionante: uma pedra de basalto com inscrições. O arqueológo Avraham Biran, do Hebrew Union College de Jerusalém, logo identificou a pedra como parte de uma estela datada do século 9 a.C. Aparentemente, comemorava a vitória do rei de Damasco sobre dois inimigos: o rei de Israel e a Casa de Davi. A referência histórica a Davi caiu como uma bomba. O nome do rei de Israel nunca fora antes encontrado em nenhum documento antigo, além da Bíblia. Mas ali estava uma inscrição feita não por um escriba hebreu, mas por um inimigo dos israelitas, pouco mais de um século após a época em que Davi vivera. Essa descoberta não só confirmou a existência do rei como também sua dinastia.

Kenneth A. Kitchen, egiptólogo e orientalista aposentado pela Universidade de Liverpool, na Inglaterra, afirma que a arqueologia e a Bíblia “se harmonizam” quando descrevem o contexto histórico das narrativas dos patriarcas. Um exemplo: José, um dos filhos de Jacó, foi vendido como escravo por 20 moedas de prata (ver Gênesis 37:28). Kitchen assinala que esse era o exato preço de um escravo naquela região, naquela época, como ficou comprovado por documentos recuperados na região que é hoje a Síria e o Iraque.

Outros documentos revelam que o preço de escravos subiu de forma contínua nos séculos seguintes. Se a história de José tivesse sido inventada por um escriba judeu do 6º século, como sugerido por alguns céticos, por que o valor citado não corresponde ao preço da época?

O Êxodo – Embora haja os que contestem este que é um dos relatos mais importantes da Bíblia Hebraica – o Êxodo –, Nahum Sarna, professor de estudos bíblicos da Universidade de Brandeis, afirma que o relato do Êxodo “não pode, de modo algum, ser uma peça de ficção. Nenhuma nação inventaria para si mesma uma tradição assim tão inglória”, a menos que houvesse um núcleo verídico. E William G. Dever, arqueólogo da Universidade do Arizona, observa: “Escravos, servos e nômades costumam deixar poucos traços nos registros arqueológicos.” Daí não se ter encontrado vestígios arqueológicos do Êxodo.

Já o Dr. Paulo Bork, que fez cursos em várias universidades, como a Pacific School of Religion, da Califórnia, a Universidade Hebraica de Jerusalém e a Universidade de Londres, Inglaterra, e que participou de diversas pesquisas e expedições arqueológicas ao redor do mundo, afirma que “sempre existirão aqueles que não crêem na Bíblia e a criticam. Muitos deles não vão mudar sua forma de pensar, independentemente das evidências arqueológicas. Por outro lado, temos descoberto tantas evidências que iluminam a parte histórica da Bíblia que isso tem tornado muitos céticos em crentes”.

Sodoma e Gomorra – O Dr. Bork, mencionado acima, numa entrevista que me concedeu há algum tempo, disse: “Escavamos aquela região por vários anos e descobrimos coisas muito interessantes, que respaldam o relato bíblico. Existiam cinco cidades na parte leste do Mar Morto. Quando as escavamos, encontramos grande quantidade de cinzas. Em alguns lugares havia uma camada de um metro de cinzas. Não há outra maneira de explicar tamanha destruição e tanta cinza em um só local, a não ser pelo trágico relato de Gênesis.”

A Criação e o Dilúvio – Importantes documentos como o Enuma Elish, o Épico de Atrahasis e o Épico de Gilgamesh possuem fortes paralelos com a descrição bíblica da criação do mundo, a queda do ser humano e a vinda de um dilúvio sobre a Terra. Por causa dessas similaridades, alguns historiadores têm sugerido que o relato bíblico não passa de um plágio de documentos mais antigos. Entretanto, como destaca Rodrigo Pereira da Silva, doutor em Teologia do Novo Testamento pela Pontifícia Faculdade Católica de Teologia N. S. Assunção, em São Paulo, e especializado em Arqueologia pela Universidade Hebraica de Jerusalém, “as diferenças (que são muito mais significativas que as similaridades) fazem supor não uma cópia de material, mas antes uma referência múltipla aos mesmos eventos”. No antigo Oriente Próximo, a regra é que relatos e tradições podem surgir (por acréscimo ou embelezamento) na elaboração de lendas, mas não o contrário. No antigo Oriente, as lendas não eram simplificadas para se tornar pseudo-história, como tem sido sugerido para o Gênesis.

O Dr. Ariel Roth, autor do livro Origens – Relacionando a Ciência com a Bíblia, analisou cerca de 300 mitos da Criação encontrados entre tribos indígenas norte-americanas e concluiu que, a despeito de certa variação de costumes e outros fatores culturais, os mais variados grupos se encontravam em alguns temas principais. Por que essas similaridades de idéias míticas e imagens abundam em culturas tão distantes umas das outras? “A resposta”, segundo o Dr. Rodrigo, “não poderia ser outra senão a de que todas as tradições se encontram num mesmo evento real que ocorreu em algum ponto da história antiga.”

“Seus elementos coincidentes apontam o tempo em que a raça humana ocupou o mesmo espaço e praticou a mesma fé”, diz o estudioso Merryl Unger. “Suas semelhanças se devem a uma mesma herança, onde cada raça de homens manteve, de geração em geração, os históricos orais e escritos da história primeva da raça humana.” O Gênesis, portanto, se torna o elemento de convergência literária dessas semelhanças e esboça a forma original dessas tradições hoje espalhadas pelo mundo.
Outro detalhe importante a se destacar: é bastante estranho (do ponto de vista da interdependência histórica) que a Bíblia apenas ecoasse outros mitos quando a mola mestra de sua teologia é o monoteísmo, que se choca frontalmente com a linguagem e a cosmovisão politeísta encontrada nos demais textos.

Conclusão – William F. Albright escreveu no Retrospect and Prospect in New Testment Archaelogy, pág. 29: “Todas as escolas radicais na crítica ao Novo Testamento que existiram no passado ou existem hoje são pré-arqueológicas, e por terem sido construídas in der Luft (no ar) são bastante antiquadas hoje.” E Paul Frischauer, no livro Está Escrito – Documentos que Assinalaram Épocas, pág. 103, afirma que “o que está escrito na Bíblia aconteceu efetivamente ... a credibilidade histórica dos eventos mais importantes, como a emigração do patriarca Abraão de Ur, na Suméria, o Êxodo do Egito e o cativeiro babilônico, pôde ser comprovada por escavações arqueológicas e por achados de inscrições hebraicas”.

Escrito por Michelson Borges

terça-feira, 9 de junho de 2009

Mais tecidos moles de dinossauros preservados

Tecidos moles preservados em animais supostamente extintos há milhões de anos têm surpreendido os pesquisadores. Exemplo disso foi a descoberta feita em fragmentos de ossos de um hadrossauro (dinossauro bico de pato). Esses tecidos moles alegadamente com 80 milhões de anos(?!?) têm vasos sanguíneos, células e proteínas (colágeno e osteocalcina).



Fonte: Sciencedaily


A Folha Online tambem aborda o tema em outro artigo publicado...

Cientistas associados à National Geographic anunciaram nesta segunda-feira (3) a descoberta de um dinossauro mumificado, cujos restos incluem ossos, pele e músculos parcialmente conservados. A descoberta do hadrossauro, de quase oito metros e com 67 milhões de anos [sic], é "um dos achados mais importantes dos últimos tempos", informou a instituição em comunicado. Os cientistas encontraram o dinossauro no estado de Dakota do Norte, em 2000, e deram a ele o nome de Dakota. Os restos foram submetidos a um estudo meticuloso. E os resultados da pesquisa permitirão saber com mais certeza como era a pele dos animais e em que velocidade eles se deslocavam, explicou a entidade.Embora os especialistas comparem Dakota a uma múmia, seus restos foram achados fossilizados em pedra, inclusive os seus ligamentos, tendões e, possivelmente, até órgãos internos.Os cientistas acreditam que o hadrossauro corria a uma velocidade de 45 km/h, mais rápido que o tiranoussaro, o grande predador da época, e era 25% maior do que se pensava.Além disso, as investigações poderiam lançar luz sobre a evolução destes seres e de seus descendentes. O fóssil é, aparentemente, o mais completo e mais bem preservado dos descobertos no último século.Para o líder das escavações, Phillip Manning, paleontólogo da Universidade de Manchester e membro do Conselho de Expedições da National Geographic, as provas fornecidas por Dakota são "muito mais completas em comparação com os restos desarticulados sobre os quais normalmente é preciso basear as conclusões".Quase tudo o que atualmente se conhece sobre os dinossauros se deve ao estudo dos ossos e dentes achados. Eles são geralmente os únicos tecidos que se mantêm na sua fossilização.Os animais normalmente se decompõem rapidamente após a morte, mas graças à mistura de água, areia úmida e outros sedimentos a fossilização do dinossauro aconteceu antes que ele se decompusesse. "Estamos estudando um tecido macio e em três dimensões; em algumas partes, como a cauda, os braços e as extremidades, os restos estão completos e intactos", disse Manning. Ele ressaltou as raias multicoloridas do dinossauro, que poderiam ajudar na camuflagem.O dinossauro foi originalmente descoberto perto de um rio por um estudante, Tyler Lyson, que estava caçando perto de sua casa. (Folha Online).

Nota: Diante dos artigos ja postados nesse blog, essas reportagens vêem apenas reforçar o ponto de vista mais ógico e racional a respeito dos dinossauros. Não quero dizer muito a respeito do tema, é bom você mesmo tirar suas conclusões diante dos fatos expostos.

terça-feira, 31 de março de 2009

Quem escreveu os Manuscritos do Mar Morto?

Os Manuscritos do Mar Morto podem ser considerados a maior descoberta arqueológica do século 20. Graças a eles, caiu por terra a alegação de que a Bíblia conteria erros oriundos de copistas descuidados ou mal intencionados. Datados seguramente de até 250 anos antes de Cristo, os pergaminhos preservados nas cavernas de Qumran, no deserto da Judéia, e descobertos em 1947, deixaram claro que as versões bíblicas existentes até então (e, logicamente, as de hoje também) eram plenamente confiáveis e refletiam o conteúdo da versão corrente no tempo de Jesus – a versão que Ele leu e considerou autorizada.

Nesta semana, a revista Veja traz reportagem sobre uma nova tese defendida pela historiadora israelense Rachel Elior. Há dez anos ela se dedica ao estudo dos Manuscritos e afirma que os autores deles não foram os essênios (uma seita de judeus ascéticos), como comumente alegado, mas, sim, os saduceus. Leia aqui alguns trechos da matéria:

“Elior (...) concluiu que os textos pertenciam a um clã de sacerdotes conhecidos como saduceus, e que os essênios não passam de uma ficção literária criada pelo historiador judeu Flávio Josefo, que viveu em Roma no século I. Ela argumenta que a versão fantasiosa foi acatada como verdade desde então, mas que não há uma só menção aos próprios essênios nos manuscritos: ‘Ao contrário, os autores identificam-se claramente como sacerdotes, filhos de Zadoque.’ Os saduceus foram banidos de Jerusalém no século II a.C., e Elior acredita que os manuscritos são parte da biblioteca do templo levada por eles para um esconderijo seguro no deserto. Descrições dos essênios feitas por antigos gregos e romanos afirmam que havia milhares deles vivendo em comunidade e que evitavam o sexo. Isso chama atenção, pois ia contra a exortação bíblica de ‘crescei e multiplicai-vos’, respeitadíssima no judaísmo. ‘Não faz sentido milhares de pessoas terem vivido em desacordo com a lei religiosa e não haver menção alguma a elas em textos ou fontes judaicas do período’, argumenta Elior. (...)

“Elior não cede aos críticos. ‘A maioria de meus oponentes só leu Josefo e outras referências clássicas sobre os essênios’, diz. ‘Deveriam ler os Manuscritos do Mar Morto. Neles está a prova.’”

quarta-feira, 18 de março de 2009

Uma ironia da Arqueologia Bíblica


Uma das maiores ironias no mundo acadêmico é saber que os piores inimigos da Bíblia não são ateus, evolucionistas ou agnósticos, mas sim teólogos bíblicos que lecionam Antigo e Novo Testamento em universidades nos Estados Unidos e Europa. Esse é caso de Philip Davies, da Universidade Sheffield, na Inglaterra. Para ele, Davi não é mais histórico do que o Rei Artur e os cavaleiros da távola redonda; em outras palavras, folclore britânico. Essa é a opinião dele na obra In the Search of 'Ancient' Israel (Em busca do 'antigo' Israel), publicada em 1992. Seu argumento, porém, era baseado no silêncio de fontes históricas fora da Bíblia que mencionassem o famoso rei israelita. Um argumento, diga-se de passagem, muito perigoso para qualquer acadêmico.

Ironicamente, um ano após Davies publicar sua obra, a equipe de Avraham Biran, arqueólogo do Hebrew Union College, em Jerusalém, encontrou em Tel Dan, no norte de Israel, o fragmento de uma estela (pedra) contendo o registro histórico de um guerra entre os reis da Síria, Israel e Judá. Nesse documento, o reino de Israel é chamado "Casa de Israel", enquanto o reino de Judá é chamado de "Casa de Davi" (na quinta linha de baixo para cima, na foto)!

Ao anunciar a descoberta, a Biblical Archeology Review destinou mais de 15 páginas para falar a respeito do assunto, escritas pelo próprio Dr. Biran. Poucas edições depois, foi a vez de Philip Davies contra-atacar. Segundo ele, o documento arqueológico poderia ser uma fraude. O que Davies se esqueceu foi que o artefato não foi comprado de nenhum comerciante palestino ou judeu, mas foi desenterrado pela auxiliar de campo Gila Cook.

Outro argumento utilizado pelo acadêmico de Sheffiled é a tradução da expressão aramaica BYTDWD como "Casa de Davi". Ele notou que todas as palavras do texto estão separadas por um ponto, mas nessa expressão não há ponto algum. Sendo assim, a tradução "Casa de Davi" estaria sendo forçada. Porém, ele só se esqueceu do que os linguistas já sabiam: que quando há junção de um substantivo (BYT - casa) e um nome próprio (DWD - Davi), não se utiliza nenhum ponto na separação. Esse era um costume comum entre assírios, babilônicos e arameus (e a estela foi escrita em aramaico) no registro de um texto.

Para Kenneth Kitchen, uma das maiores autoridades em estudos orientais da atualidade, a descoberta é tremenda. De acordo com ele, a expressão "Casa de..." refere-se ao fundador da determinada dinastia, sendo atestada em todo o Antigo Oriente Médio. Estaria esse documento mencionando o rei Davi, autor do famoso Salmo 23? As evidências sugerem que sim. Bastou apenas um ano para uma descoberta arqueológica desmoronar a pesquisa de Philip Davies! Isso sim é ironia.

Tive a oportunidade de ver essa peça em exposição no dia 24 de agosto do ano passado, no Masp, em São Paulo. Fiquei por aproximadamente cinco minutos observando cada detalhe do artefato e relembrando as diversas histórias desse personagem chamado Davi. Eu já conhecia a história do achado e o seu valor para o cristão no século 21, mas mesmo assim foi uma experiência poderosa, uma vez que a história bíblica pôde transpor milênios e ganhar um colorido mais acentuado através de um artefato de quase três mil anos!

(Luiz Gustavo Assis, Outra Leitura)

Monstro marinho gigante era 4 vezes mais forte que T-rex

O fóssil de um monstro marinho gigante, que habitava os mares há 147 milhões de anos [sic] (período Jurássico) e foi encontrado recentemente no Ártico, era capaz de alcançar uma potência no ataque que faria o temido Tiranossauro rex parecer pequeno, disseram cientistas noruegueses nesta segunda-feira. O recém-batizado "Predador X" - uma espécie de pliossauro com 15m de comprimento e peso de 45t - foi descoberto no arquipélago norueguês de Svalbard.

Pra se ter uma ideia da grandiosidade do monstro marinho, ele tinha dez vezes mais força do que qualquer ser vivo atual, incluindo o grande tubarão branco. Além disso, cada dente de sua enorme mandíbula media cerca de 30cm e abocanhava as presas com quatro vezes mais força que o temido Tiranossauro Rex, explicaram os cientistas da Universidade de Oslo, citados pelo jornal britânico The Mirror.

"Com um crânio que tem mais de 3m de comprimento, esperava-se que a mordida fosse poderosa, mas isso é fora de proporção", disse Joern Hurum, que comandou a escavação em 2008. De acordo com ele, esse predador marinho "era muito mais poderoso que o T-rex", considerado o maior predador carnívoro entre os dinossauros.

Os cientistas reconstruíram a cabeça do bicho e estimaram sua força com base nas mandíbulas com formato semelhante de crocodilos de um parque da Flórida. O animal era semelhante, embora mais corpulento, a um outro fóssil marinho encontrado em 2007 em Svalbard, também com estimados 15m de comprimento - o maior pliossauro achado até então.

Do primeiro animal, Harum imaginava que fosse capaz de mastigar um carro popular. Quanto ao segundo, ele prefere rever a escala de valores. "Esse é mais como se fosse esmagar um (jipe) Hummer." Outra descoberta é que o pliossauro tinha um pequeno cérebro estreito, com formato semelhante ao do grande tubarão branco, segundo tomografias feitas por Patrick Druckenmiller, da Universidade do Alasca.

Os pliossauros caçavam animais semelhantes às atuais lulas, peixes e outros répteis marinhos. O "Predador X" tinha quatro grandes nadadeiras - talvez usasse duas para o nado normal, e outras duas para "arrancadas".

(Terra)

Nota: A pergunta é: Que tipo de catástrofe foi essa capaz de deslocar quantidade imensa de sedimentos que cobriram instantaneamente animais desse porte a fim de que pudessem fossilizar? E além disso, diante desse monstro marinho, e de outros que possivelmente ainda não foram descobertos, fica a dúvida quanto a todas as histórias de monstros marinhos, monstros que estão na história de muitas civilizações milenares que se aventuravam em desbravar o mar. Caso para a antropologia. Será que era tudo história de pescador? Diante desse fóssil, as grandes probabilidades de ser tudo lenda cai um pouquinho.

sábado, 7 de março de 2009

Algumas estrutura construída por mãos humanas e descrita na Bíblia que já foram escavadas por arqueologistas

Diversas estruturas bíblicas foram desencavadas. Entre estas, as mais interessantes são:


Base da Torre de Babel


Teatro em Éfeso, Turquia
O teatro em Éfeso, Turquia.

  • O palácio de Jericó onde Eglom, rei de Moabe, foi assassinado por Eúde ( Juízes 3:15-30 ).
  • O Portão leste de Siquém onde Gaal e Zebul observaram a aproximação das tropas de Abimeleque ( Juízes 9:34-38 ).


  • O Tempo de Baal / El-Berite em Siquém, onde foram obtidos fundos para o reinado de Abimeleque e onde os cidadãos de Siquém se refugiaram quando Abimeleque atacou a cidade (Juízes 9:4 , 46-49 ).
  • O tanque de Gibeão onde as forças de Davi e Is-Bosete lutaram pelo reinado de Israel ( 2 Samuel 2:12-32 ).

    Tanque de Gibeão

  • A Piscina de Hesbom, que foi comparada aos olhos da mulher sulamita ( Cântico dos Cânticos 7:4 ).
  • O pálacio real de Samaria onde os reis de Israel viveram (1 Reis 20:43 ; 21:1 , 2 ; 22:39 ; 2 Reis 1:2 ; 15:25 ).
  • O tanque de Samaria onde o carro do rei Acabe foi lavado após sua morte ( 1 Reis 22:29-38 ).
  • O aqueduto sob Jerusalém, cavado pelo rei Ezequias para prover água durante o cerco assírio ( 2 Reis 20:20 ; 2 Crônicas 32:30 ).
  • O palácio real da Babilônia onde o rei Belsazar deu um grande banquete e Daniel interpretou a escrita na caiadura da parede ( Daniel 5 ).
  • O palácio real em Susã onde Ester foi a rainha do rei persa Assuero (Ester 1:2 ; 2:3 , 5 , 9 , 16 ).
  • O portão real em Susã onde Mordecai, tio de Ester, se assentou (Ester 2:19 , 21 ; 3:2 , 3 ; 4:2 ; 5:9 , 13 ; 6:10 , 12 ).
  • A praça da cidade em frente ao portão real, onde Mordecai encontrou Hataque, eunuco de Assuero ( Ester 4:6 ).

  • A fundação da sinagoga em Cafarnaum onde Jesus curou um homem que tinha um espírito imundo ( Marcos 1:21-28 ) e deu o sermão do pão da vida ( João 6:25-59 ).
  • A casa de Pedro em Cafarnaum onde Jesus curou a sogra de Pedro e outras pessoas ( Mateus 8:14-16 ).
  • O poço de Jacó onde Jesus falou à mulher samaritana ( João 4 ).
  • O tanque de Betesda em Jerusalém, onde Jesus curou um homem enfermo ( João 5:1-14 ).
  • O tanque de Siloé em Jerusalém, onde Jesus curou um homem cego ( João 9:1-4 ).
  • O tribunal em Corinto onde Paulo foi julgado ( Atos 18:12-17 ).
  • O teatro em Éfeso onde ocorreu a revolta dos artífices ( Atos 19:29 ). - Veja a figura acima
  • O Palácio de Herodes em Cesaréia onde Paulo foi mantido sob guarda ( Atos 23:33-35 ).
    Traduzido por Daniel Ho
    Autor: Bryant Wood da Associates for Biblical Research

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