quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Documentário: "O Êxodo Decifrado"

Neste documentário novas evidências científicas detectam a localização temporal do texto bíblico do Êxodo e as causas que teriam levado à saída do povo hebreu das terras egípcias. Ele assinala que o êxodo teria coincidido com a erupção do vulcão Santorini. Além disso, é possível que as pragas bíblicas tenham acontecido em conseqüência de um colapso no delta do Nilo, produto de um gigantesco cataclismo. Este programa único conta com a participação do famoso diretor James Cameron. Muito interessante, vale a pena conferir.


sábado, 7 de novembro de 2009

As várias versões do dilúvio espalhadas pelo mundo

Tradições de um dilúvio que varreu a terra abundam na literatura de vários povos de todo o mundo. Algumas delas[*1]:

Grécia

Os gregos antigos diziam que Deucalião fora avisado de que os deuses iam trazer uma inundação à Terra por causa da maldade dos seus habitantes. Por isso, Deucalião construiu uma arca para sobreviver à catástrofe. No final do dilúvio, essa arca teria pousado no Monte Parnaso.

Índia

A tradição hindu conta que Manu foi avisado de uma inundação, tendo construído um navio no qual só ele escapou.

China

A tradição chinesa diz que Fa-He, fundador da civilização, escapou com a esposa, três filhos e três filhas, de uma inundação resultante da rebelião do homem contra o Céu.

Ilhas Fiji

Os habitantes de Fiji contam que no Dilúvio só se salvaram 8 pessoas.

Perú

Os peruanos dizem que um homem e uma mulher se salvaram num caixão que ficou flutuando nas águas da inundação.

México

A tradição mexicana diz que um homem, sua mulher e filhos, dentro de um navio, foram salvos de um Dilúvio que cobriu a Terra.

Inglaterra

Os druidas conservavam a tradição de que o mundo tinha sido povoado de novo por um justo patriarca, que se salvara num possante navio de uma inundação enviada à Terra pelo Ser Supremo, em resultado da maldade do homem.

Índios americanos

Os índios americanos têm várias lendas segundo as quais uma, três ou oito pessoas se salvaram num barco acima do nível das águas, no cume de um alto monte.

Polinésia

Os polinésios têm histórias de um dilúvio onde 8 pessoas escaparam.


Mais tradições poderiam aqui ser mencionadas, como a dos persas, sírios, frígios, lituanos, esquimós, aborígenes, egípcios, etc. Na seguinte imagem podemos ver as semelhanças e diferenças de algumas tradições diluvianas em relação ao Dilúvio bíblico.

flood_traditions

De acordo com a história bíblica, estas diferentes versões de um dilúvio são fáceis de explicar. A Bíblia diz-nos em Génesis 11 que Deus confundiu a língua dos homens. As pessoas começaram a falar mais idiomas, sendo que tiveram de se juntar por grupos e dispersar do local onde se encontravam.

O acontecimento do Dilúvio teria sido passado de geração em geração e quando, após Babel, os diferentes povos criavam a história das suas origens, a menção ao dilúvio foi algo que não faltou, já que sabiam que uma catástrofe do género tinha acontecido. Tendo perdido a comunicação com o resto da população e, por conseguinte, com aqueles que mais bem conheciam a história, as distorções em relação ao verdadeiro facto diluviano eram inevitáveis. E a quantidade de distorções varia de povo para povo.

Agora… para quem não acredita no Dilúvio bíblico, há uma pergunta que eu gostaria de colocar: por que razão todos os povos antigos e menos antigos se referem a uma catástrofe diluviana e não a outro tipo de destruição? Quer dizer… se o dilúvio é apenas um mito, por que motivo todos estes povos fazem referência a ele? Por que não há tradições de… sei lá… a terra ter sido destruída por fogo caído do céu ou os deuses terem enviado trovões que destruíram a humanidade ou outra coisa qualquer? Se os diferentes povos apenas procuravam uma história da carocinha, por que todos eles foram escolher um dilúvio catastrófico? Mais, se nunca houve um dilúvio, por quê fazer referência a um?

Todos estes relatos são fruto de uma coincidência massiva ou, antes, representam uma História distorcida? Creio que a resposta é clara. Quem rejeita o dilúvio não rejeita apenas o relato bíblico, mas o relato de todos os outros povos de todo o mundo.

Deus vai voltar a julgar o mundo, tal como julgou o mundo de Noé. De que lado da porta estás tu?


Pois eles de propósito ignoram isto, que pela palavra de Deus já desde a antiguidade existiram os céus e a terra, que foi tirada da água e no meio da água subsiste; pelas quais coisas pereceu o mundo de então, afogado em água” (II Pedro 3: 5-6)


REFERÊNCIAS OU NOTAS:

[*1] – Halley, H. (1983) “Manual Bíblico”, São Paulo: Sociedade Religiosa Edições Nova Vida, pág. 24

Fonte: Blog A Lógica do Sabino


Nota: Se essas semelhanças estivessem presentes nas formas de vida, os darwinistas infereriam uma descendência comum. No entanto, como estas semelhanças suportam uma História que eles não querem aceitar (Dilúvio), então já não inferem uma descendência comum. Depende apenas do que lhes interessa.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Jesus, mito ou realidade?

Apresentação de slides adaptado do estudo realizado pelo PhD. Dr. Rodrigo P. Silva, Especialista em Arqueologia Bíblica e Curador-adjunto do Museu de Arqueologia Bíblica do UNASP, apresentado no livro "Escavando a Verdade".

Pelo menos há o bronze...

No dia 30 de março de 2008, a BBC pôs no ar o documentário “Enigmas do Sagrado”, dando conta de que escavações realizadas no Egito, Arábia Saudita e Israel revelaram indícios da fuga do povo hebreu da escravidão egípcia. Mas, depois de apresentar os fatos, vêm as especulações (pra variar...): “em seu refúgio em Midiã, Moisés teria tido seu primeiro contato com Deus por meio de um fascinante episódio: um arbusto em chamas que não tinha seus galhos ou folhas consumidos pelo fogo. Para um físico da Universidade de Cambridge, EUA, poderia se tratar de um fenômeno natural e muito raro. O fogo poderia ter sido causado por um escapamento de gás natural, ocorrência comum no Oriente Médio, e o arbusto seria uma acácia, planta que demora a virar cinza, uma vez em chamas”. Quanta imaginação... Melhor deixar o relato como está na Bíblia. Despir essas epifanias de seu teor sobrenatural sempre gera histórias inverossímeis.

O documentário prossegue: “O chamado de Deus incumbiu Moisés de guiar o povo hebreu até a chamada terra prometida, em uma longa travessia pelo deserto de Sinai, que duraria 40 anos. No meio do caminho, o Mar Vermelho. A passagem bíblica descreve que Moisés posicionou-se em frente ao mar e as águas se abriram, criando um corredor seguro para os hebreus. A história conta ainda que, quando o exército egípcio entrou pelo mesmo corredor, as águas se fecharam e afogaram os soldados do faraó.

“Para este mistério, pesquisadores recorrem a diferentes fenômenos: ventos fortes, tsunamis e outros desastres naturais [sempre na tentativa de se desviar do milagre]. Uma das hipóteses mais discutidas é a da erupção de um vulcão na Ilha Santorini, Mar Egeu, cuja força teria sido equivalente a mil bombas atômicas. Reproduções feitas por computador mostram que o vulcão teria lançado lava por toda a região, incluindo o Mar Vermelho. Em contato com a água fria, a lava teria se transformado em rocha, tornando possível a passagem do povo hebreu. [Taí! Uma ponte de pedra instantânea para os fugitivos! Parece que o milagre “natural” fica ainda mais incrível assim!]

“Outra explicação [explicação?] seria uma excepcional maré baixa, possibilitando a passagem pelo estreito de Tiran, entrada do Golfo de Aqaba. Vestígios de bronze encontrados na região reforçam a tese, uma vez que o bronze era utilizado na fabricação de armaduras egípcias, uma indicação de que soldados morreram no local. Moisés não chegou a conhecer a terra prometida, assim como a maioria dos ‘fugitivos’, mas foi a partir dessa jornada que eles conseguiram construir uma nação.”

Bem, tirando as fantásticas especulações dos pesquisadores céticos, pelo menos dica o bronze. Que os soldados morreram lá, como diz a Bíblia, parece ser a única certeza apresentada no documentário. Exatamente como está nas páginas sagradas.


Abaixo, uma matéria que foi exibida pela Record, na verdade o resumo do documentário que foi produzido pela BBC Londres que é referência para toda mídia mundial.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

O ossuário do irmão de Jesus e o silêncio da mídia

Quando descobrem um fóssil duvidoso tido por algum especialista como "elo perdido" ou coisa que o valha, a mídia geralmente faz aquele estardalhaço. Por que, então, silenciaram sobre a primeira descoberta arqueológica referente a Jesus e Sua família? O ossuário (urna funerária, foto abaixo) de Tiago data do século 1 e traz a inscrição em aramaico "Tiago, filho de José, irmão de Jesus" (Ya'akov bar Yosef achui d'Yeshua). Oculto por séculos, o ossuário foi comprado muitos anos atrás por um colecionador judeu que não suspeitou da importância do artefato. Só quando o renomado estudioso francês André Lemaire viu na urna, em abril de 2002, a inscrição na língua falada por Jesus, foi que se descobriu sua importância. O ossuário foi submetido a testes pelo Geological Survey of State of Israel e declarado autêntico. Segundo o jornal The New York Times, "essa descoberta pode muito bem ser o mais antigo artefato relacionado à existência de Jesus".

Estou lendo o ótimo livro O Irmão de Jesus (Editora Hagnos, 247 p.), que trata justamente da descoberta do ossuário de Tiago. A autoria é de Hershel Shanks, fundador e editor-chefe da Biblical Archaeology Review, e de Ben Witherington III, especialista no Jesus histórico e autor de vários livros sobre Jesus e o Novo Testamento. O prefácio é do próprio Lemaire, especialista em epigrafia semítica e autoridade incontestável no assunto. Hershel conduz a história de maneira muito interessante, revelando os bastidores da descoberta e as reações a ela, afinal, o ossuário, além de autenticar materialmente o Jesus histórico, afirma que Ele tinha um irmão chamado Tiago, filho de José e, possivelmente, também de Maria. Segundo a revistaTime, trata-se de "uma história de investigação científica com alta relevância para o cristianismo", talvez por isso mesmo deixada de lado por setores da mídia secular e antirreligiosa.

O livro é bom, o achado é tão tremendo quanto o dos Manuscritos do Mar Morto (na década de 1940), e eu estou fazendo minha parte, divulgando-o aqui. Vale a pena ler!


Michelson Borges - do Blog: Criacionismo
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